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Sobre gratidão: Virei quem eu mais temia

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Tempos atrás, fui bater numa comunidade permacultural no Sul da Bahia onde uma amiga solar punk tem vivido. Ela tira tarot, guia expedições ecoturísticas, chama árvores de “templos”, e usa um pozinho de joá com canela no lugar da pasta de dente.

A gente se conheceu no ensino médio, participando de uma simulação da ONU e discutindo política internacional. #nerds

Temos vários interesses em comum e mais um sem número de diferenças.

E enquanto eu tava mega blaster interessada em aprender sobre os sistemas agroflorestais que o pessoal da comunidade colocou de pé (porque a gente precisa de outras forças contra o desmatamento, Brasil), não imaginava que ia mudar ESSE detalhe do meu vocabulário.

Enquanto tava lá, comecei a falar…

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Gratidão.

Pois é.

E coloquei esse monte de pontinhos aí em cima porque não me imaginava como o tipo de pessoa ~ boa onda ~ que fala sobre gratidão”.

Não acredito em tudo o que é mágico / espiritual (mas secretamente admito que parte disso pode ser real.)

Odeio quando as pessoas falam sobre “abundância” e “manifestar o sagrado na vida” sem levar em consideração os próprios privilégios.

Gosto de conversar sobre crenças limitantes e como nossa mente influencia nossa realidade – porque de que outro jeito a gente conseguiria explicar o monte de humano medíocre sendo tão bem sucedido?

Até acredito em coisas aparentemente impossíveis – como telepatia – porque vi esse experimento inexplicável com fótons.

O gato que não deveria estar lá
Fonte: IstoÉ

E também porque o mundo tem forças invisíveis como a gravidade e o wifi – que parecem magia.

Eu tiro tarot! Tem horas que a gente precisa se agarrar com os símbolos do inconsciente coletivo mesmo, mas a ideia de que alguém pode “manifestar um novo trampo” ou “um novo amor” sem mexer um dedo ou ir num encontro sequer? Boa sorte esperando “o universo mandar” o que você precisa.

Então não. Apesar de flertar com o lado místico da vida, sempre resisti me ver como parte da “galera da gratidão”.

Até agora.

Acontece que “gratidão” é uma palavra infinitamente melhor do que “obrigada”.

Sério.

Desperte sua nerd interior comigo aqui rapidinho.

Na sua raiz etimológica, “obrigado” vem de “obrigação”. Então ao invés de agradecer quem nos “agrada sem esperar nada em troca”, “obrigado” lhe coloca na obrigação de retribuir. Como se você e a outra pessoa assinassem um contrato.

Ewwww.

Bem diferente, por exemplo, do agradecimento em espanhol. “Gracias” reforça o estado de graça gratuita / do latim “gratus”, e que super combina com a resposta “de nada”.

O que no fim das contas é um baita lembrete que toda língua é fluida e que a gente sempre pode encontrar outras formas de falar.

Gratidão por você estar aqui.

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