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Autoconhecimento

Economia criativa, consumo e o novo normal pós pandemia

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Eu não sei você,  mas eu já cansei de ver posts no instagram dizendo que a gente devia estar fazendo mais ou até nos deixando MAL por querer sentar na frente da TV depois de uma semana daquelas e assistir a TO-DOS os episódios de Mad Men sem precisar justificar pra si mesma que isso dá bons insights no trabalho (Sim, dá. Mais sobre isso num próximo email, quando voltarmos à programação normal).

Meu ponto hoje é: a maioria de nós tá exausta, tendo que equilibrar a vida em família com as responsabilidades de trabalho, mais uma pandemia, crise, e todo esse paranauê.

Estamos cansadas de chefes que nos fazem ir ao escritório pra uma reunião às 8h da manhã só pra cancelar em cima da hora (quando muitas de nós tiveram que arranjar alguém pra cuidar das nossas crianças nesse intervalo).

Estamos cansadas de quem aposta todas as fichas de mudança na ação individual, mas curiosamente essa responsabilidade morre nas empresas, mesmo que elas sejam consideradas PESSOAS jurídicas diante da lei.

Estamos cansadas de quem acha que, só porque foi espetado no braço, a crise sanitária acabou – sem considerar as milhares de pessoas desempregadas, sem apoio e que estão de luto pela morte de alguém próximo.

A recuperação que vislumbramos com a vacina não é só econômica, mas também mental, emocional e espiritual. E de nada adianta alguém bater na nossa porta pra anunciar como vai ser o “novo normal pós pandemia.”

Nunca foi tão importante definir uma visão de futuro pessoal, não só pra nossa empresa.

QUEM tem o direito de dizer o que significa “normal”, afinal?

Eu odeio essa palavra. A ideia de “normal” foi inventada por pessoas com dinheiro e poder pra dizer ao resto de nós como a gente deveria se comportar. Ela carrega uma série de expectativas invisíveis e scripts sociais. Ao longo da história, a “norma” foi usada pra apagar a experiência plural de quem tinha certas identidades de gênero, cores de pele, orientações sexuais, classes sociais, religiões ou padrões de funcionamento neural.

Será que a gente pode parar por um momento e pensar no que o “normal” realmente significa e a quem ele serve?

Palavras têm poder.

Elas definem a nossa experiência no mundo. Se você pega um idioma como o mandarim, por exemplo, onde não existe uma palavra pra “tio” e sim várias palavras como “o irmão mais velho da minha mãe” >> isso indica que a cultura valoriza muito mais essa hierarquia familiar.

(Esse assunto é fascinante – mais sobre isso aqui)

Mas vamos voltar ao “novo normal pós pandemia”. Porque talvez essa palavrinha tenha um papel de destaque na narrativa que nos mantém tão exaustas.

Nós não fomos criadas pra trabalhar com picos produtivos que duram 16 horas por dia, todos os dias do ano. Produtividade é pra máquinas.

Trabalho humano é trabalho criativo.

A lógica de produtividade ligada a inputs de tempo e energia dedicada é reflexo da revolução industrial, linha de produção, fábricas de manufatura. A maioria de nós trabalha sentada na frente do computador o dia inteiro (ou pelo menos a maioria deixa o computador ligado enquanto mexe de um jeito quase maníaco no celular).

Quer dizer… Se você tem acesso a um laptop e a um smartphone, você já tem meios de produção na sua mão, camarada.

Só que trabalho humano, capital intelectual e material criativo — nada disso funciona seguindo a mesma lógica do século passado. É um jogo muito mais de insight e impacto.

Pra ser produtiva de verdade, muitas vezes nós vamos precisar consumir conteúdo, buscar referências, estudar, espairecer com outras atividades, ou até não fazer nada.

É sobre fazer menos, mas com mais intenção.

PS: Quando você estiver pronta, aqui vão três formas como posso te ajudar.

1. Meu mini curso gratuito de voz
Entregue por email, diretamente na sua caixa de entrada, pra lhe ajudar a trazer mais personalidade através da escrita.

2. O guia Brilha na Bio, Bonita
Um guia todinho em pdf pra você escrever sua bio profissional ou falar sobre o seu trabalho feito o ser humano BRILHANTE que você é.

3. Meu curso de escrita criativa
Um curso todinho pré-gravado que você vai assistir mais rápido que um episódio da sua série favorita (com um efeito colateral: seus textos vão ficar ainda mais gostosos de ler!)

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